Bicicleta elétrica vale a pena? Comparamos e-bikes

Bicicleta elétrica vale a pena? Comparamos e-bikes

Bicicleta Elétrica vale a pena? - Ilustração por Sophia Lapertosa

Bom, tudo vai depender do uso que você pretende com a bicicleta elétrica, e do quanto estiver consciente das vantagens e desvantagens. As e-bikes estão se tornando, aos poucos, muito conhecidas em várias regiões do mundo. Elas podem apresentar centenas de benefícios principalmente em cidades com um grande fluxo de trânsito, mas é preciso avaliar diversos fatores antes de comprar uma, afinal o seu preço pode se equivaler ao de uma moto. Se algo parece bom demais para ser verdade, faça uma pesquisa mais profunda. Existem muitas opções no mercado e você ouvirá todo o tipo de opiniões, mas duvide dos feitos fantásticos da e-bike de uma marca que você nunca ouviu falar. Pesquise um pouco mais: se é difícil conseguir informações sobre aquela marca, é melhor não arriscar.

bicicleta elétrica

Comprar uma bicicleta elétrica pode ser intimidante e frustrante às vezes. Dependendo da bicicleta que você escolher, ela pode não ser poderosa o suficiente, ou pode ser instável, por conta da distribuição do peso, pode não existir uma manutenção apropriada se a bicicleta quebrar, ou pode não ser confortável. É complicado achar quem mexa em bicicletas elétricas, a maioria dos mecânicos não aceita mexer e você acaba precisando das autorizadas. E aí é que pode morar o problema. Se for comprar, pesquise bem sobre a marca e sobre onde, quando e como fazer a revisão. Pergunte também sobre peças de reposição, acessórios. Há muito esforço necessário para aprender quais componentes realmente importam para escolher qual a melhor bicicleta elétrica do mercado, e são esses detalhes que vamos esclarecer.

bicicleta elétrica brasileira

Muitas coisas podem estar em jogo na hora de escolher qual a melhor bicicleta elétrica para comprar. Primeiro porque não é barato, e dependendo da marca e do modelo, você vai precisar investir mais ou investir menos. Os preços mais baratos saem por volta de R$1,5 mil, enquanto os modelos mais procurados giram em torno de R$2,5 mil e R$3 mil., mas existindo bicicleta elétrica com valores até de R$15 mil em diante. As bicicletas elétricas geralmente vêm com duas indicações de garantia: uma da bicicleta e outra da bateria. Quanto maior o tempo de garantia, melhor, mas ao comprar, informe-se também sobre a facilidade ou burocracia das trocas.
Além do mais temos que pensar no preço dessas baterias, pois toda bateria possui um ciclo de vida, baseado na quantidade de recargas e no seu envelhecimento, que ocorre independentemente do uso. A bateria é a fonte da energia que alimenta o motor. Como tem uma vida útil, sua substituição é o que representa o maior custo da e-bike. Por isso, quando for comprar a sua e-bike, pergunte sobre o preço para trocar a bateria, e se é fácil consegui-la. O valor da troca da bateria de lítio é maior do que a bateria de chumbo, mas se analisarmos a durabilidade, a vida útil da bateria de lítio chega próximo de 1.000 recargas, enquanto a bateria de chumbo possui vida útil 400 ciclos de recarga aproximadamente.
Temos que pensar também na autonomia da bateria, e é a amperagem que determina isso. Quanto maior a amperagem, maior será a autonomia da bateria. No mercado você vai encontrar baterias de 5, 8, 9, 10 e 12 AH, sendo que a de 5 AH terá a menor autonomia e a de 12 AH terá a maior autonomia, mantidas as condições de peso, aclive etc. Quando for escolher a sua e-bike, leve em consideração a autonomia necessária para os seus percursos diários, como a ida e volta do trabalho, mais deslocamentos intermediários. Quando a bateria acaba, devemos levar em consideração que as baterias de lítio são mais rápidas para recarregar. Em geral, as recargas das baterias de lítio demoram de 2 a 4 horas para estarem completas, enquanto as baterias de chumbo geralmente demoram de 6 a 8 horas.
Outro detalhe importantíssimo e que poucas pessoas sabem é com relação a “auto descarga”. As baterias perdem um pouco de carga, mesmo quando estão paradas: a isso se dá o nome de “auto descarga”. As baterias de chumbo possuem uma das mais baixas “auto descargas” entre as baterias recarregáveis, durando até o dobro do que as baterias de lítio. Essa informação é útil se a bicicleta será utilizada sazonalmente. Mas cuidado, pois a bateria não pode ser guardada sem carga: mesmo enquanto você não utiliza a e-bike, é obrigatório recarregar a bateria periodicamente.
Com relação ao motor, o item mais importante a ser analisado é a potência. Caso o seu percurso seja plano, você mantenha uma velocidade constante e não sobrecarregue a bike, um motor de 180 a 250 watts já é suficiente. Esses motores geralmente têm a opção de pedalar junto, ou seja, a energia que move a bike é dividida entre você e o motor. Se você não pode pedalar muito em decorrência de alguma deficiência, ou vai enfrentar terrenos com mais relevo, a versão de 350 watts é mais indicada. Quanto maior a potência, maior a velocidade e a aceleração possível de atingir com a e-bike: por isso, seja cauteloso na escolha e utilização. Se você quer pedalar o tempo todo e apenas contar com o auxílio elétrico como um facilitador, opte pelas pedelecs, que são e-bikes com sistema de pedal assistido. Neste caso, a aceleração acontece ao pedalar, através de sensores de velocidade ou torque. Os sensores de velocidade ativam o motor quando a bike atinge determinada velocidade; os sensores de torque ativam o motor quando determinada força é aplicada aos pedais. Em todos os casos, você não para de pedalar. Se você tem alguma debilidade física que o impeça de pedalar, opte pelas bicicletas com aceleradores manuais, que podem ser do tipo “twist and go” (gira e vai), semelhantes aos de moto, ou do tipo “thumb” que é acionado com o dedo polegar. Há, ainda, um meio termo entre as pedelecs e as e-bikes com aceleradores manuais: são as bicicletas elétricas com aceleração mista. Neste caso, o ciclista pode escolher entre pedalar com sensores ou apenas acelerar manualmente a bike através de um botão. Se você quer utilizar a bike para ir trabalhar, sendo que prefere acelerar na ida, para não chegar suado, e voltar pedalando, para fazer o exercício do dia, a indicação é por uma e-bike com aceleração mista.
Mas afinal, economicamente, vale a pena ter uma bicicleta elétrica?
A relação gasolina X recarga elétrica é comumente o primeiro ponto a ser observado quando pensamos em comparar um dos dois automóveis.
Então, vamos supor que estejamos olhando para uma motocicleta econômica de 150 cilindradas que consiga fazer, em média, 35 quilômetros com 1 litro de gasolina. O preço médio do combustível está na faixa dos R$5,00 — logo, vamos supor que é esse o valor que você gastará para fazer uma viagem de 35 quilômetros. Por outro lado, com uma carga cheia, os modelos de e-bike no mercado normalmente conseguem rodar esses mesmos 35 quilômetros. E para recarregar a bateria de uma bike elétrica, você vai gastar nada mais do que R$0,35 na sua conta de luz.
Indo além, se você faz um trajeto de 35 quilômetros por dia para ir e voltar do trabalho (ou seja, usando apenas 1 litro por dia), gastará, em média, R$25,00 por semana, pouco mais de R$100,00 por mês com uma moto. Já com a bicicleta elétrica, fazendo o mesmo percurso diário, o gasto semanal será de R$1,75 e algo em torno de R$7,00 o mensal. Isso significa que, com os R$5,00 que você gastaria em 1 litro de gasolina para rodar 35 quilômetros, você vai poder viajar quase 500 quilômetros com a sua e-bike — talvez um pouco menos caso enfrente muitas subidas, mas ainda assim é um valor impressionante. Faça as contas em um ano e tome um susto comparando a economia proveniente só do combustível.
Isso sem contar os impostos e seguro obrigatório. Ao comprar uma motocicleta, você vai precisar arcar para sempre com três impostos distintos caso queira mantê-la sempre em conformidade com a lei. O primeiro deles é o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), correspondente a 2% do valor do veículo. Sendo assim, uma moto que custa R$5 mil terá um IPVA aproximado de R$100,00. Outro imposto que deve ser pago anualmente é a taxa de licenciamento do automóvel. Esse imposto não tem um valor fixo, varia de acordo com o estado e embora seja reajustado todo ano, o preço costuma ficar em torno dos R$95,00. Por fim, temos ainda o Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de vias Terrestres (DPVAT), mais conhecido como Seguro Obrigatório, que é calculado de acordo com o índice de acidentes para cada tipo de veículo. Em 2018, o DPVAT de motos foi de R$185,50.
As bicicletas elétricas, por outro lado, estão livres de todos esses impostos anuais. Então, pense bem, encontre a melhor e-bike que satisfaça suas necessidades, faça suas contas e confirme: bicicleta elétrica vale muito a pena sim.